Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

Justiça marca júri popular de empresária acusada de mandar matar o marido em MT

quinta-feira, 30 de junho de 2022, 09h27

Toni Flor foi assassinado a tiros no momento em que chegava na academia, da qual era proprietário, no bairro Santa Marta, em Cuiabá.

 

Empresária Ana Cláudia Flor, viúva do empresário Toni da Silva Flor, de 37 anos, assassinado em agosto de 2020, foi presa em Cuiabá — Foto: Divulgação

Empresária Ana Cláudia Flor, viúva do empresário Toni da Silva Flor, de 37 anos, assassinado em agosto de 2020, foi presa em Cuiabá — Foto: Divulgação

 

A Justiça marcou o júri popular da empresária Ana Claudia Flor, acusada de mandar matar o marido Toni Flor em 2020, para o dia 15 de setembro deste ano. A audiência será no Plenário do Tribunal do Júri, em Cuiabá, às 9h.

 

A decisão é da juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.

 

“Inexistindo diligências a serem realizadas e irregularidades a serem sanadas, dou como preparado o presente processo, ordenando que a pronunciada seja submetida a julgamento pelo E. Tribunal do Júri", determinou a magistrada.

 

Ana Cláudia e Toni da Silva Flor eram casados há 15 anos — Foto: Reprodução

Ana Cláudia e Toni da Silva Flor eram casados há 15 anos — Foto: Reprodução

 

Toni Flor foi assassinado a tiros no momento em que chegava na academia, da qual era proprietário, no bairro Santa Marta, em Cuiabá.

 

Durante as investigações, a mulher dele confessou ter pago R$ 60 mil para que atiradores o matassem.

 

A mãe de Toni Flor impetrou ação na Justiça pedindo que Ana Cláudia Flor, acusada de ter encomendado a morte do marido, seja declarada indigna a receber a herança deixada por ele, não podendo, portanto, vender quaisquer bens que estejam arrolados no inventário judicial.

Toni Flor achou que tivesse tomado tiro por engano — Foto: Reprodução

Toni Flor achou que tivesse tomado tiro por engano — Foto: Reprodução

 

Conforme uma decisão do juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, juiz Flávio Miraglia Fernandes, casos de homicídios dolosos - quando há intenção de matar - são julgados pelo Tribunal do Júri. O magistrado apresentou duas decisões que foram usadas como jurisprudência de que casos como esse precisam passar pelo conselho popular.

 

Investigação

 

Três homens teriam sido contratados pela empresária e, após o crime, a arma foi jogada no Lago de Manso. A princípio, a suspeita era que Toni foi confundido com um agente da Polícia Federal (PF).

 

De acordo com o delegado, o homem que efetuou cinco disparos contra Toni confessou que Ana Cláudia negociou o valor de R$ 20 mil para cada criminoso.

 

FONTE: G1

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